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Área de concentração e linhas de pesquisa

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO:

Processos Cognitivos e Ambientes Digitais

Trata-se de uma área que, visando à construção da interdisciplinaridade, envolve as tecnologias digitais da informação aplicadas, os conceitos e aplicações das redes de alta velocidade, o design tecnológico e estética digital em ambientes virtuais, o conceito de inteligência coletiva em sistemas interativos, as interfaces da arte/ciência em diálogo com as lógicas dos sistemas computadorizados. Esses objetivos se unem na produção de teorias, métodos e modelos de arquiteturas cognitivas, de design de sistemas inteligentes, de modelagem de performances cognitivas: percepção, atenção, inferência, consciência, linguagem, memória, tendo em vista os processos de aprendizagem, as estratégias cognitivas voltadas para a aplicação em ambientes digitais de pesquisa, de produção e difusão de inteligência coletiva.

Essa área de concentração se divide em três linhas de pesquisa, todas as três interdisciplinares.

LINHAS DE PESQUISA:

A Área de Concentração "Processos Cognitivos e Ambientes Digitais" divide-se em três linhas de pesquisa, todas as três interdisciplinares:
 

1. Aprendizagem e Semiótica Cognitiva

Pesquisas sobre modelos cognitivos ligados a novas formalizações e sistemas de transmissão de informação/conhecimento ligados à aprendizagem; sobre modelos cognitivos decorrentes da interação entre indivíduos em ambientes virtuais. Pesquisas em intersignos: efeitos da relação entre textos, imagens/cores e som nos ambientes virtuais de aprendizagem. Relações sensório-afetivas no ciberespaço e seu papel na aprendizagem/cognição. Pesquisa e criação de ambientes em hipermídia voltados para a aprendizagem, destacando-se aí as pesquisas sobre formalização de conteúdos, a investigação dos problemas advindos da dinâmica cognitiva nos ambientes digitais. As teorias cognitivas que visam dar sustentação às pesquisas se inserem no espectro das teorias sígnicas do conhecimento, baseadas no postulado de que todo pensamento se dá em signos simbólicos e extra-simbólicos. Para isso, serão confrontados os vários modelos da mente: computacional, representacional, modelar, modular, causal, mecanístico e fisicalista, assim como o confronto entre cognitivismo e conexionismo, cognitivismo e neurociências, funcionalismo e anti-funcionalismo. As grandes questões das ciências cognitivas, tais como representação e seu antônimo, a anti-representação, consciência e mente, corpo e mente serão investigadas na comparação de pontos de vista semióticos com não semióticos.

2. Design digital e inteligência coletiva  

Pesquisa e criação de interfaces envolvendo design, estéticas tecnológicas, inteligência coletiva e emergência do conhecimento. Estudos voltados para as três vertentes das estéticas tecnológicas: (a) bancos de dados (visualização da complexidade, mapeamentos lógicos e infodesign); (b) design sonoro, hipernarrativas e games (criação, metodologia e desenvolvimento, aspectos lógicos, conceituais e estudo do imaginário); (c) inteligência coletiva (criação e gestão de processos colaborativos). Pesquisas sobre realidades híbridas, ambientes imersivos e interatividade com ênfase em habilidades cognitivas emergentes (computação tangível, ubíqua e pervasiva, realidade aumentada, realidade mista, ciberarte, ciberinstalações, utilização de avatares, telepresença). Tecnologias e práticas baseadas em redes, territórios e localização. Relações entre ciência e arte. Estabelecimento de conceitos, perspectivas, estratégias, métodos e tecnologias da gestão do conhecimento.

3. Modelagem de sistemas de software  

A linha de pesquisa em engenharia de métodos de desenvolvimento de software com tecnologias digitais de mediação incorpora processos, princípios, técnicas, ferramentas e notações. A relação envolvendo os responsáveis pelo desenvolvimento, as atividades que deverão ser realizadas, o momento de realizá-las e o software a ser produzido é definida por um processo. Os princípios, técnicas e ferramentas dirigem a particular maneira de se realizar uma atividade e como produzir os artefatos especificados pelo processo. A etapa de modelagem lida diretamente com a elaboração dos artefatos intermediários a partir dos quais o software será implementado. Para isso, é necessário desenvolver competência em criar e modificar máquinas, bem como programá-las, produzindo sistemas que visam ao seu emprego em um contexto delimitado pelas relações humanas. Nesse sentido, esta linha de pesquisa considera os seguintes conteúdos centrais: engenharia de requisitos, engenharia de modelagem de sistemas, engenharia de implementação de sistemas e, também, engenharia de conhecimento. Esta proporciona os meios para a construção de sistemas baseados em conhecimento (SBCs), uma sub-área da Inteligência Artificial (IA) que possibilita a solução ou a automação de determinadas categorias de problemas (como de interpretação e construção) não passíveis de solução de forma adequada por outros paradigmas de desenvolvimento de sistemas.